É natural
que este conflito entre SUCOTE e ETÃ, como figura,
ocorra na mente daquele que foi transportado das TREVAS
para a LUZ. As trevas, que tinha uma aparência de
luz, foi tragada pela vitória da VERDADEIRA LUZ:
Cristo. A LUZ de Cristo vai revelar os mistérios
escondidos, os tesouros ocultos, para serem descobertos
pelos filhos de da Luz.
Poderão
estes ossos reviverem? Lembra-se desta pergunta,
encontrada em Ezequiel 37.3: “E me disse: Filho do
homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse:
Senhor Deus, tu o sabes.”
Poderá
o deserto dar fruto? Poderá no deserto encontrar
vida, água, alimento, etc?
Poderá
o ‘pecador justificado’ ter vida em abundância?
Dar fruto de justiça?
E, poderemos
confiar na resposta do Senhor, como a encontrada em Hab
317-19:
“Porque
ainda que a figueira não floresça, nem haja
fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira,
e os campos não produzam mantimento; ainda que as
ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não
haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei
no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é
a minha força, e fará os meus pés como
os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.
(Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda).”
Deus, apenas,
está a procura de um filho fiel que esteja na brecha,
no deserto, para poder operar maravilhas na terra. Deserto
para o homem natural é sinônimo de vazio, de
sofrimento, de escassez; mas para Deus é lugar de
fartura, de prosperidade, de novidades. Deus busca quem
está apto para ser usado com poder. Jesus alertava
seus discípulos que as aves do céu tinham
ninho, e as raposas covis, mas o filho homem, não
tinha onde reclinar a cabeça (MT 8.20).

"Quem
prega o Evangelho está sujeito a ser surpreendido
pelas maravilhas que Deus pode operar"
Veja o que está
escrito em Ezequiel 22.28-30:
“E
os seus profetas têm feito para eles cobertura com
argamassa não temperada, profetizando vaidade, adivinhando-lhes
mentira, dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor
tivesse falado. Ao povo da terra oprimem gravemente, e andam
roubando, e fazendo violência ao pobre e necessitado,
e ao estrangeiro oprimem sem razão. E busquei dentre
eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse
na brecha perante mim por esta terra, para que eu não
a destruísse; porém a ninguém achei.”
O Deserto para
o servo de Deus é lugar para produzir frutos. Sucote
já está farto de frutos do pecado, é
preciso semear o deserto. E, para este projeto funcionar
é preciso exercer a práxis do Evangelho: anunciar
a Cristo.
O livro de atos
dos apóstolos é repleto de exemplos de seguidores
de Cristo que produziram frutos no deserto. Foram perseguidos,
maltratados e mortos, mas estavam de passagem pelo deserto,
visualizavam a Jerusalém celestial. Mas, o importante
é que deram seus frutos no tempo certo. Sim, porque
entenderam que Sucote tinha uma abundância ilusória
da realidade, enquanto o deserto, guiado pelo Espírito
de Vida, era o caminho que todo servo de Deus deve caminhar
para ter abundância de Vida e, Vida Eterna.
Em
Romanos 14.17,18, temos: “Porque
o reino de Deus não é comida nem bebida, mas
justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
Porque quem nisto serve a Cristo agradável é
a Deus e aceito aos homens.”
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